02 setembro 2008

A Dionysos e Eros

Rubro escorre pelas gargantas,
invade e embriaga os corpos
que no delírio se confundem
e enlouquecem...

Os dedos brincam na pele nua,
aqui e ali afligem
ou roçam de leve...
ateando insuperáveis suplícios.

Um odor animal mergulha-nos
num jogo lúbrico...

Inquietas bocas, secretas línguas,
irrompem e gritam
...Anima descontrolata...


1993

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